Ibirubá, 21 de Setembro de 2026

Indutar aposta em pessoas, qualificação e tecnologia diante das mudanças no mercado de trabalho

Caroline de Almeida, do RH, e Gustavo Stolte, assessor da direção, detalham ações de inclusão, novos processos de seleção, investimentos nos colaboradores e os desafios da indústria

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Cristiano Lopes -Redação Integrada Rádio Cidade de Ibirubá e Jornal O Alto Jacuí

Indutar aposta em pessoas, qualificação e tecnologia diante das mudanças no mercado de trabalho

A transformação do mercado de trabalho também vem modificando a maneira como as empresas selecionam, recebem e desenvolvem seus profissionais. Na Indutar, esse movimento passa pela preparação das lideranças, inclusão de trabalhadores estrangeiros, utilização de novas tecnologias no recrutamento e investimentos em qualificação. Caroline de Almeida, da coordenação de Recursos Humanos, e Gustavo Stolte, assessor da direção, analisaram essas mudanças e também o momento vivido pela indústria de máquinas e implementos agrícolas.

Caroline explicou que a preparação começou antes mesmo da ampliação das ações voltadas aos estrangeiros. Em 2023 e 2024, o programa interno Inspiração trabalhou fortemente diversidade e inclusão com as lideranças. “Nós incluímos muito forte a pauta de diversidade e inclusão, justamente para que eles soubessem como lidar com essa diversidade cultural, principalmente para que a gente possa receber bem essas pessoas e fazê-las ficar”, afirmou.

O cuidado se estende ao processo de contratação. Quando existe dificuldade com o português, outros colaboradores estrangeiros auxiliam na tradução durante as seleções. O RH também ajuda no preenchimento de cadastros e na documentação. “A gente normalmente tem que ajudar. Tem que ajudar a preencher o currículo”, explicou Caroline, destacando que a própria comunidade de imigrantes contribui indicando candidatos e auxiliando na comunicação.

Para Gustavo, esse trabalho revela também a importância de identificar capacidades que muitas vezes não aparecem num primeiro contato. “Esse pessoal tem uma capacidade de contribuir e muito para o desenvolvimento da empresa, porque eles têm muita bagagem cultural”, destacou. Segundo ele, o desafio está justamente em identificar, dentro dessas habilidades, aquelas que melhor podem ser aproveitadas profissionalmente.

Outro ponto destacado pelos entrevistados foi a elaboração do currículo. Caroline reforçou que ele deixou de ser apenas uma relação de dados pessoais e experiências. “O currículo é a primeira impressão. Ele tem que ser organizado, tem que ser um currículo que eu vou ler e vou conseguir realmente interpretar as experiências da pessoa”, explicou. Ela também recomenda que o candidato deixe claro qual função ou setor pretende ocupar.

Gustavo acrescentou que preparação e qualificação precisam acompanhar toda a trajetória profissional. “Hoje a entrevista de trabalho é muito importante”, afirmou. Ao falar da própria experiência, contou que sua entrada na Indutar também mostrou a necessidade de continuar estudando. “Percebi o quanto eu precisava ainda evoluir. Fui buscar uma pós-graduação em marketing, vendas e estou me esforçando bastante para tentar me comunicar com a língua inglesa.”

A tecnologia passou a fazer parte desse processo. Os currículos enviados pela plataforma Jobfy recebem uma indicação de afinidade com as vagas, auxiliando o RH na triagem. Caroline também vê a inteligência artificial como ferramenta para quem procura emprego. “Se a pessoa quer fazer um bom currículo, dá para fazer dentro da inteligência artificial. Só que ela tem que colocar aquilo que eu falei antes: intencionalidade para realmente fazer sentido para a empresa que ela está tentando se candidatar”, observou.

Mesmo em um período de dificuldades para o setor de máquinas agrícolas, a Indutar mantém programas de estágio, aprendizagem e parcerias com IFRS, SENAI e Universidade de Passo Fundo. “Nós continuamos investindo nas pessoas. Essa é uma parte que a gente não abre mão”, afirmou Caroline. Entre as novidades está ainda um minimercado autônomo instalado dentro da empresa para atender os colaboradores.

Gustavo reconheceu que o cenário econômico exige cautela, especialmente pelas dificuldades de acesso ao crédito enfrentadas pelos clientes. “Nós estamos fazendo ajustes, nos adequando. Não é um momento perfeito para grandes investimentos”, disse. Apesar disso, destacou que a orientação é continuar inovando e buscando soluções para o produtor.

A empresa também mantém oportunidades de trabalho, principalmente na filial STT, para operadores de máquinas pesadas, serralheiros e auxiliares. Paralelamente, prepara sua participação na Expointer. “Vamos estar na Expointer, aproveitando para trazer novidades aos nossos clientes e parceiros”, antecipou Gustavo.

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