Casa da Amizade inicia nova gestão com foco em consciência e participação comunitária
Presidida por Traudi Stefanello, entidade mantém projetos históricos e prepara novas ações voltadas ao meio ambiente, inclusão digital e atendimento de diferentes gerações

Presidida por Traudi Stefanello, entidade mantém projetos históricos e prepara novas ações voltadas ao meio ambiente, inclusão digital e atendimento de diferentes gerações
A Casa da Amizade de Ibirubá iniciou um novo ciclo em agosto, com Traudi Stefanello assumindo a presidência. Ao lado das integrantes Juliane Agnes e Leticia Peukert, a nova presidente apresentou as ações da entidade e os projetos que deverão marcar a gestão 2026/2027.
Com 20 integrantes, a Casa da Amizade atua de forma independente, embora mantenha vínculos históricos com a família rotária e parcerias com diferentes entidades de Ibirubá. Entre os trabalhos permanentes está o Amor que Aquece, que disponibiliza enxovais no Hospital Annes Dias para famílias que chegam à maternidade sem os itens necessários.
“Esse projeto tem muitos anos. A gente sempre oferece no hospital enxovais para bebês que chegam, muitas famílias sem nada. Quando acabam os enxovais, nós abastecemos novamente”, explicou Juliane Agnes.
Também permanecem o Laços de Afeto, com atividades junto ao Lar do Idoso, e ações de arrecadação que permitem atender demandas identificadas na comunidade. Juliane lembrou que a entidade já destinou recursos para instalar barras de apoio em banheiros do hospital. “Não é um projeto específico, mas nós vamos percebendo demandas, muitas chegam até nós e o grupo vota nas prioridades”, afirmou.
Entre as principais novidades está o Raízes do Amanhã, que começará com o plantio de 150 árvores em área de mata ciliar próxima ao caminhódromo. As mudas serão numeradas e acompanhadas pela comunidade.
“Plantar as árvores e ninguém olhar, não saber se cresceram ou não, não era esse o objetivo”, explicou Traudi. A intenção é envolver escolas e moradores no acompanhamento. “Cada árvore vai estar numerada. Se tiver algum problema, vão poder nos avisar e nós vamos saber exatamente qual árvore precisa de cuidado.”
Outra aposta é o Conectando Gerações, que pretende ensinar pessoas com mais de 50 anos a utilizar o celular em situações práticas do cotidiano. “Não queremos colocar um telão na frente e dar uma aula. Cada pessoa vai pegar o seu celular e vai ser uma pessoa ensinando e outra aprendendo, na prática”, explicou Traudi.
Para Leticia Peukert, o trabalho voluntário também precisa acompanhar as novas necessidades da comunidade. “Quando a gente participa de uma entidade de serviço, a gente se desprende dos nossos interesses e dos nossos objetivos para poder alcançar alguma coisa para alguém que necessita”, destacou.
A entidade também pretende retomar a Escola dos Anjos, projeto que aproxima jovens e crianças, além de manter campanhas de conscientização e atividades com idosos.
Ao definir o que pretende deixar como marca da gestão, Traudi voltou ao conceito que deverá orientar as iniciativas.
“Eu gostaria que ficasse o trabalho da consciência na minha gestão. Que as pessoas realmente se conscientizassem de que o meio ambiente precisa de ajuda, que a comunidade precisa de ajuda e que as pessoas precisam de ajuda”, afirmou.
Para a presidente, não basta desenvolver projetos: é necessário envolver quem vive na comunidade. “Consciência é a palavra.”






