Rádio Cidade Ibirubá
Cirurgia refrativa exige estabilidade do grau e avaliação criteriosa da córnea

Oftalmologista Dr. Jackson Jacques de Castro explica quais são os principais critérios para a realização do procedimento e a importância dos exames pré-operatórios
Para quem pensa em não precisar mais usar óculos ou lentes de contato, a cirurgia refrativa pode ser a solução. E essa tem sido a motivação de muitas pessoas que procuram pelo procedimento. Mas nem todos estão aptos a passar pela cirurgia, como explica o médico oftalmologista Dr. Jackson Jacques de Castro. De acordo com ele, além da idade, a estabilidade do grau e as condições da córnea são fatores determinantes para a indicação cirúrgica.
Um dos principais requisitos para se submeter à cirurgia refrativa, segundo o especialista, é que o paciente tenha mais de 18 anos. “Fundamental para que um paciente consiga ser submetido ao procedimento de cirurgia refrativa é ele ter o grau estabilizado. E ele tem que ter mais de 18 anos. Eu, particularmente, não opero ninguém que tenha menos de 20 anos”, explica.
Além da idade mínima, a estabilidade é necessária porque a cirurgia refrativa tem como objetivo corrigir o grau existente no momento do tratamento, mas não impede que novas alterações ocorram no futuro. Por isso, é importante que o paciente já tenha atingido uma condição visual estável antes de realizar a correção. “A cirurgia vai corrigir o grau que o paciente tem, mas não vai prevenir o que ele possa ter”, comenta Dr. Jackson Jacques de Castro. Dessa forma, a avaliação pré-operatória busca identificar se o grau está estabilizado e se as condições para que a cirurgia seja realizada com segurança são adequadas.
Exames para avaliação
Idade mínima e estabilidade do grau não são, entretanto, os únicos requisitos. Conforme Dr. Jackson, a estrutura da córnea precisa ser compatível com a cirurgia refrativa. É por isso que o paciente precisa se submeter, antes de tudo, a exames específicos. É através deles que será avaliado se existem as condições que permitem ao oftalmologista detectar as características e a situação da estrutura ocular.
Entre os principais exames estão a topografia da córnea, que analisa sua curvatura e superfície; a microscopia especular, utilizada para avaliar as células da camada interna da córnea; e o Pentacam, que permite uma análise detalhada da estrutura corneana. “É preciso ter uma córnea compatível com o procedimento, então são necessários vários exames”, reforça o oftalmologista.
A partir dos resultados, o médico consegue avaliar se o paciente apresenta as condições necessárias para a cirurgia. Essa investigação é fundamental para identificar possíveis contraindicações, reduzir riscos e definir a indicação mais adequada para cada caso.
Assim, mais do que o desejo de deixar de usar óculos, a decisão pela cirurgia refrativa depende de uma avaliação oftalmológica individualizada, considerando as características de cada paciente e a segurança do procedimento.






