Ibirubá, 23 de Outubro de 2026
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Capela mortuária ecumênica de Ibirubá precisa recurso para melhorias

Em Ibirubá, manter a estrutura da última despedida virou desafio

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REDAÇÃO INTEGRADA

Capela mortuária ecumênica de Ibirubá precisa recurso para melhorias

A Associação da Capela Mortuária Ecumênica de Ibirubá iniciou uma mobilização para viabilizar melhorias nos espaços utilizados pelas famílias durante os velórios. A necessidade mais urgente é a substituição de quatro aparelhos de ar-condicionado antigos, que já não conseguem climatizar adequadamente os ambientes. A entidade, que não possui fins lucrativos, administra três salas e atende toda a comunidade, independentemente de vínculo religioso ou condição financeira.

O presidente da associação, Neuri Drehmer, explica que a capela nasceu da união das comunidades Católica, Evangélica de Confissão Luterana (IECLB) e Evangélica Luterana (IELB). Embora tenha sido criada inicialmente para atender os integrantes dessas igrejas, desde o começo manteve as portas abertas para toda a população.

“Hoje, qualquer cidadão pode ser velado naquele espaço. Estamos prestando um serviço social para toda a comunidade, sem fazer distinção entre pessoas pobres ou ricas. Todos têm o mesmo direito de se despedir de seus familiares”, afirma Drehmer.

O terreno foi doado pela Coprel no ano 2000, a partir do desmembramento de uma área pertencente ao Hospital Annes Dias. O prédio começou a ser construído em 2001, em regime de mutirão, com a participação de moradores das três comunidades. Atualmente, tanto o terreno quanto a edificação estão registrados em nome da associação.
O vice-presidente, Elio Truss, destaca que as duas funerárias que atuam no município possuem as chaves das capelas e organizam a ocupação das salas. Também ficam responsáveis pela limpeza após os velórios e pelo pagamento das despesas de água, internet e energia elétrica. Em contrapartida, repassam mensalmente um valor pelo uso da estrutura.
“A quantia recebida pela associação é utilizada no seguro do prédio, nos extintores de incêndio, em pequenos consertos, roçadas e outras despesas necessárias. Esse recurso consegue manter o básico, mas não permite realizar investimentos maiores”, esclarece Truss.
Em 2023, a associação investiu mais de R$ 20 mil em uma reforma que incluiu a revisão da rede elétrica, substituição de luminárias, recuperação e pintura do telhado, pintura externa e melhorias no entorno do prédio. A entidade também recebeu doações do Sicredi, entre elas um aparelho de ar-condicionado de 18 mil BTUs, geladeiras, uma cama e conjuntos de cadeiras.
Apesar dessas melhorias, outros quatro aparelhos estão antigos e desgastados. Segundo Truss, os equipamentos já passaram por tentativas de recuperação, mas não apresentam mais o desempenho necessário para enfrentar períodos de frio ou calor intenso.
“Hoje, o nosso principal problema é a climatização. Precisamos de quatro aparelhos novos, com capacidade mínima de 18 mil BTUs. Sem essa renovação, as famílias poderão enfrentar muito calor no verão e dificuldades também durante o inverno”, ressalta o vice-presidente.
Outra demanda está relacionada a melhoria dos banheiros coletivos, localizados na área externa, e individuais, dentro das salas. O quarto de descanso privativo e a cozinha de cada sala também  precisam de melhorias no mobiliário. A associação pretende buscar o envolvimento de empresas, cooperativas e  clubes de serviço  que possam contribuir financeiramente ou assumir a doação dos aparelhos.
Neuri também defende uma aproximação com a Prefeitura e a Câmara de Vereadores para encontrar uma alternativa legal que permita a destinação de recursos públicos. Tentativas anteriores de obtenção de auxílio por meio de projetos não avançaram devido a impedimentos jurídicos.
“É necessário construir uma solução para que o poder público possa contribuir. A capela atende todo o município e cumpre uma função que vai além das três comunidades responsáveis pela sua criação. Vamos procurar os vereadores, a Administração Municipal e também as empresas para alcançar esse objetivo”, declara o presidente.
A estrutura possui três salas e pode receber três velórios simultaneamente, situação que, segundo a diretoria, já ocorreu em diferentes oportunidades. Para Elio Truss, preservar esses ambientes significa oferecer acolhimento às famílias justamente em um dos momentos mais difíceis de suas vidas. “Precisamos do auxílio da comunidade para manter esse espaço funcionando com a qualidade que Ibirubá merece”, conclui.

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