Ibirubá, 21 de Setembro de 2026
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Bruno Scortegagna retorna a Ibirubá para oferecer atendimento em psicoterapia

Durante entrevista, compartilhou sua trajetória acadêmica, explicou a forma como conduz os atendimentos

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JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Bruno Scortegagna retorna a Ibirubá para oferecer atendimento em psicoterapia

Depois de 20 anos vivendo na capital gaúcha, Bruno Scortegagna escolheu Ibirubá para iniciar uma nova etapa da carreira profissional. Formado em Letras pela UFRGS e em Psicologia pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, ele passa a atender na Clínica Lótus, levando ao município uma atuação voltada à psicoterapia de orientação psicanalítica.

 

Bruno afirma que o retorno à cidade onde estudou parte da infância e adolescência representa mais do que uma mudança de endereço. Segundo ele, trata-se da oportunidade de colocar em prática toda a experiência construída ao longo de duas décadas em Porto Alegre, período marcado por intensa formação acadêmica e vivências que moldaram sua atuação profissional.
"Recentemente voltei a morar aqui em Ibirubá. Morei por 20 anos em Porto Alegre. Sou psicólogo e tenho uma trajetória longa de estudos e vivências. Hoje retorno para realizar psicoterapia e desenvolver meu trabalho clínico na cidade", destacou.
Antes da Psicologia, Bruno percorreu um caminho voltado às Letras. Graduou-se pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, participou de intercâmbio acadêmico na Universidade do Porto, em Portugal, e desenvolveu pesquisas na área da linguística computacional.

Mais tarde, decidiu recomeçar a vida universitária ao ingressar no curso de Psicologia, onde encontrou a área com a qual afirma ter maior identificação.
"Sempre gostei muito da Psicologia e da Psicanálise. Também passei nove anos em análise, experiência que foi extremamente transformadora para mim enquanto pessoa e profissional", relatou.
Ao explicar sua forma de atuação, Bruno faz questão de desfazer uma ideia ainda presente em parte da população: a de que procurar um psicólogo significa estar gravemente doente.
"Hoje ainda existe um certo estigma. Muita gente acredita que psicoterapia é apenas para quem está muito mal. Eu gosto de pensar diferente. Assim como uma geladeira facilitou a vida das pessoas, a psicoterapia é um dispositivo que facilita atravessar momentos difíceis. Não é sobre eliminar o sofrimento, mas entender por que ele existe e aprender a lidar com ele de uma maneira mais saudável", afirmou.
Na avaliação do psicólogo, o processo terapêutico também representa uma oportunidade de aprofundamento pessoal.

"É um processo de autodescoberta. A pessoa passa a compreender melhor quem ela é, reescrever sua história e ampliar a consciência sobre si mesma. Eu costumo dizer que é preciso desvendar o passado para abrir o futuro", explicou.

Durante a entrevista, Bruno ressaltou que o sofrimento faz parte da experiência humana e que a terapia não promete uma solução definitiva para todos os problemas.
"O maior mito é acreditar na cura plena. O ser humano continuará enfrentando angústias e dificuldades. O que muda é a forma de compreender essas experiências. O objetivo da psicoterapia é proporcionar mais bem-estar e permitir que as pessoas convivam melhor com aquilo que faz parte da vida", observou.
Outro ponto enfatizado pelo profissional foi a importância de reconhecer o momento de procurar ajuda especializada.
"Quando a pessoa começa a ter prejuízos na vida — deixa de trabalhar, perde compromissos, não consegue mais realizar atividades importantes ou simplesmente perde a capacidade de sentir prazer nas coisas — é um sinal de que vale buscar acompanhamento psicológico. Quanto antes isso acontece, maiores são as possibilidades de compreender o que está acontecendo e encontrar novos caminhos", destacou.

Ele também chamou atenção para o cuidado com os idosos, público que, segundo ele, frequentemente enfrenta solidão, luto e isolamento social.
"Os idosos precisam ser olhados com mais atenção. Muitos vivem sozinhos, perderam pessoas importantes e acabam enfrentando um sofrimento silencioso. Os grupos de convivência, o contato com a família e o acompanhamento psicológico podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida dessa população", afirmou.
Sobre o início dos atendimentos em Ibirubá, Bruno informou que realiza consultas na Clínica Lótus, em frente a Praça Central General Osório, com atendimento particular e por convênios, oferecendo ainda uma primeira consulta de avaliação gratuita para analisar a necessidade de acompanhamento.
"Quero me colocar à disposição da comunidade. Quem sentir necessidade de conversar, buscar autoconhecimento ou enfrentar algum momento difícil terá um espaço seguro para isso. Meu objetivo é contribuir para que as pessoas vivam com mais tranquilidade e bem-estar", concluiu.

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