Ibirubá, 22 de Outubro de 2026
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Rádio Cidade Ibirubá

Entre o desgaste e o retorno, Abel Grave decide disputar novo espaço na política gaúcha

Ex-prefeito diz que região precisa voltar a ter voz ativa no Parlamento gaúcho

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JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Entre o desgaste e o retorno, Abel Grave decide disputar novo espaço na política gaúcha

Ex-prefeito de Ibirubá afirma que volta ao cenário eleitoral motivado pela defesa regional e pelo desejo de chegar à Assembleia Legislativa

Depois de um período distante das disputas políticas e em meio às marcas deixadas por oito anos de gestão municipal, Abel Grave confirmou que está de volta ao centro do debate político regional. Ao anunciar sua pré-candidatura a deputado estadual, o ex-prefeito afirmou que retorna à vida pública movido não apenas pela continuidade de um projeto político, mas pela convicção de que o Alto Jacuí precisa ampliar sua representatividade dentro do Estado.

O reencontro com o ambiente político acontece após um intervalo em que Abel procurou reduzir o ritmo da rotina pública, aproximar-se da família e dedicar mais tempo aos netos. Ligado ao gabinete do deputado estadual Carlos Gomes (Republicanos), ele manteve circulação constante por municípios da região, fortalecendo relações políticas, comunitárias e institucionais que agora passam a integrar o mapa eleitoral da sua pré-campanha.
“Eu tô indo para ser eleito. Não estou entrando apenas para participar. Tenho um sonho antigo de chegar na Assembleia Legislativa e representar as demandas da nossa região”, afirmou.

Ao longo da entrevista para a nossa reportagem, Abel procurou construir uma imagem de liderança equilibrada em meio ao atual ambiente de polarização política. Filiado ao Republicanos e alinhado ao campo conservador, ele reafirmou suas posições ideológicas, mas defendeu uma atuação baseada no diálogo e no respeito.
“O maior desafio da política hoje é criar pontes sem dividir famílias e sem transformar tudo em guerra. Política precisa resolver problemas e não viver apenas de conflitos”, declarou.

Em diversos momentos, o ex-prefeito voltou aos anos em que comandou o município para responder críticas surgidas após o fim da gestão. Sem citar nomes diretamente, afirmou que parte dos ataques recebidos tentou transformar sua administração em “vírgula para todos os problemas” enfrentados posteriormente pelo município. “O gestor precisa tomar decisões difíceis. Ninguém escolhe enfrentar enchente, pandemia ou seca, mas quando esses problemas chegam alguém precisa resolver”, disse.

Ele também rebateu questionamentos envolvendo gastos públicos, terceirizações e decisões administrativas tomadas durante seu governo. Segundo o ex-prefeito, todas as contas até 2023 foram aprovadas sem apontamentos de devolução ao erário, destacando que erros administrativos não podem ser automaticamente tratados como má-fé ou corrupção.

“Não existem gestores perfeitos. Em alguns momentos você toma decisões rápidas porque precisa resolver situações urgentes. O importante é assumir responsabilidades”, afirmou.

Ao defender o legado deixado no município, o ex-prefeito citou investimentos que considera estruturantes, como a modernização da iluminação pública, a revitalização da praça central, renovação da frota municipal, obras do novo fórum, além de projetos encaminhados na saúde e infraestrutura urbana.
Em tom de desabafo, Abel admitiu que cogitou abandonar a política após o desgaste vivido nos últimos anos.

Grave disse que mantém alinhamento político ao longo dos anos e que essa coerência sustenta sua pretensão eleitoral. “Sempre tive posição. Não fiquei em cima do muro”, afirmou.
Ao tratar do cenário partidário, fez referência ao MDB, apontando divergências entre as esferas nacional e local. “Hoje nós temos a representação do MDB com Gabriel Souza no Estado, mas também é o MDB nacional com o Lula”, disse.
Disputa interna e construção de candidatura
Sem citar adversários diretamente, o ex-prefeito reconheceu que há disputa dentro da direita, mas afirmou que reúne condições de liderar esse processo. “Hoje, de Ibirubá, o único representante político da direita sou eu”, declarou.
Ele destacou que a consolidação da candidatura depende da ampliação da base fora do município. “Ibirubá não elege sozinha. É preciso buscar apoio em outras cidades”, afirmou, ao mencionar articulações regionais e participação em eventos.
Entre as bandeiras que pretende priorizar estão infraestrutura regional, fortalecimento da economia local, agricultura, defesa da bacia leiteira, apoio às pequenas empresas e projetos ligados à adoção e acolhimento de crianças Falta representatividade e falta alguém disposto a defender essas pautas permanentemente”, finalizou.

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