Ibirubá, 09 de Outubro de 2026
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Biodanza propõe reencontro com o corpo, as emoções e as relações humanas

Rejane Broch e Roberto Farias apresentam prática que utiliza música e movimento para estimular integração, afetividade e bem-estar; atividades chegam a Ibirubá neste mês

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Cristiano Lopes- Jornalista

Biodanza propõe reencontro com o corpo, as emoções e as relações humanas

Não é preciso saber dançar. Também não há passos para decorar ou uma coreografia a executar. Na Biodanza, o movimento surge como uma forma de experimentar emoções, perceber o próprio corpo e fortalecer a relação consigo e com outras pessoas.

A proposta foi apresentada por Rejane Broch e Roberto Farias durante entrevista à Rádio Cidade. Psicólogo e facilitador de Biodanza, Roberto é chileno e vive há cerca de três anos no Rio Grande do Sul. Rejane atua há 16 anos com a prática e mantém, em Espumoso, um espaço dedicado a diferentes atividades. Foi, inclusive, por meio da Biodanza que os dois se conheceram.

Criada há cerca de 50 anos pelo chileno Rolando Toro, a Biodanza combina música, movimento e exercícios individuais e coletivos. Roberto explica que o objetivo não está no desempenho de quem participa.

“Não precisa saber bailar nada. Só precisa se mover, porque tem que mover um pouco o seu corpo.”

Segundo ele, as músicas são escolhidas de acordo com aquilo que cada exercício pretende estimular. O repertório pode passar pelo samba e chegar à música clássica, acompanhando momentos de maior vitalidade, afetividade ou introspecção.

Rejane define a experiência como um convite para transformar emoções em movimento. As atividades podem incluir caminhadas, rodas e exercícios realizados individualmente, em dupla ou em grupo.

“A proposta da Biodanza é deixar que você transforme as suas emoções na dança, que o teu corpo expresse isso.”

Outro elemento destacado pelos facilitadores é a afetividade. Para Roberto, experiências negativas acumuladas ao longo da vida podem interferir na autoestima e na forma como as pessoas estabelecem vínculos. A prática procura valorizar novamente o encontro humano, a escuta e a relação presencial.

“A Biodanza ajuda a acordar essas potencialidades que você tem, a descobrir aspectos da sua existência que estavam um pouco dormidos.”

Rejane acrescenta que os problemas cotidianos não desaparecem, mas a maneira de enfrentá-los pode mudar.

“Eu me tranquilizo, me centro, me respeito e vejo o outro também como um ser que merece respeito. Isso gera uma onda.”

Agora, a experiência também chega a Ibirubá. O grupo inicial terá quatro encontros durante outubro, sempre às quartas-feiras, às 19h, no Espaço Vidéia. A participação é destinada a adultos a partir dos 18 anos e exige inscrição antecipada. Segundo os facilitadores, não é necessário condicionamento físico específico: cada participante respeita os próprios limites durante os movimentos.

Para Roberto, compreender a proposta passa, sobretudo, pela experiência:

“A Biodanza se conhece vivenciando, experimentando. As coisas essenciais da vida têm que ser vividas.”

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