
Formar novas lideranças enquanto desperta nos jovens o compromisso com a comunidade está entre os principais objetivos do LEO Clube de Ibirubá. Com 15 associados, o grupo vem ampliando sua atuação por meio de ações solidárias, atividades de formação e projetos de integração, criando um espaço no qual os participantes assumem responsabilidades e desenvolvem habilidades que também levam para a vida pessoal e profissional.
A atual diretoria tem Pietra das Almas na presidência, Maria Eduarda Chagas na secretaria e Kelly Iora à frente da Comunicação e Marketing. O grupo conta ainda com o acompanhamento de integrantes do Lions Clube, entre elas Francieli, conselheira do LEO, e Fabiane, responsável pela Pasta de Juventude.
Embora esteja diretamente ligado ao Lions, o LEO possui organização própria. As reuniões seguem protocolos, há divisão de responsabilidades entre os associados e cada integrante pode assumir uma pasta. A estrutura envolve áreas como presidência, secretaria, comunicação e marketing, artes e cultura, instrução e liderança.
Maria Eduarda explicou que o funcionamento exige compromisso. São realizadas duas reuniões obrigatórias por mês e as atividades são documentadas. Atas, relatórios de campanhas, eventos e demais ações seguem para o Distrito LD-4 e integram a estrutura do movimento em nível internacional.
Para Pietra, assumir a presidência significou enfrentar um desafio até então desconhecido. Ela nunca havia ocupado uma função semelhante e passou a lidar diretamente com a responsabilidade de conduzir o grupo, delegar tarefas e servir de referência para os demais associados.
“Eu tenho que ser espelho para essas pessoas e é uma responsabilidade. A partir do momento que eu assumi ser presidente, tenho que arregaçar as mangas e tomar a frente”, destacou. A presidente afirma que a experiência proporciona aprendizado constante e obriga os participantes a saírem da zona de conforto.
A formação, porém, não acontece apenas dentro das reuniões. Os integrantes participam de encontros distritais, viagens e capacitações que permitem contato com jovens de outras cidades. Cursos ligados às diferentes funções do clube ajudam a desenvolver conhecimentos sobre liderança, finanças, organização e gestão.
Esse processo caminha junto com o voluntariado. Uma das ações que marcaram o grupo foi o Natal Solidário, realizado no ano passado, com arrecadação e distribuição de brinquedos para crianças de famílias em situação de vulnerabilidade. O projeto deverá ganhar uma nova edição neste ano, e o objetivo é ampliar seu alcance.
Outra frente é o contato com os idosos. O grupo prepara uma visita ao Lar do Idoso e destaca que ajudar nem sempre significa arrecadar dinheiro. “Às vezes tu não precisa nem de dinheiro. Só tu ir lá, tua presença estar lá, ficar com eles, conversar com eles”, ressaltou Pietra.
O LEO também já promoveu feijoada e galinhada para formar recursos destinados às próprias ações comunitárias. Parte da arrecadação da feijoada possibilitou apoio à ONG Me Ajuda. Os integrantes explicam que esses eventos ajudam a manter o caixa necessário para transformar os projetos planejados pelo grupo em ações concretas.
Entre as próximas iniciativas está o “Bombachudos versus Engravatados”, partida de futebol que pretende unir solidariedade e diversão. De um lado estarão jogadores pilchados; do outro, participantes usando terno e gravata. O evento terá inscrições e comercialização de alimentos e bebidas, com arrecadação destinada aos projetos do clube.
Além do benefício destinado à comunidade, as integrantes relatam mudanças provocadas pelo LEO em suas próprias vidas. Kelly destacou que participar das ações permitiu conhecer realidades que antes estavam distantes de seu cotidiano. Entre as experiências mais marcantes, recordou a entrega de brinquedos às crianças.
“Eu acredito que vivia numa bolha e, quando entrei no LEO, essa bolha se quebrou”, afirmou. “Saber que existe tal realidade e que eu posso mudar essa realidade tem um poder muito incrível.”
Para Maria Eduarda, o significado foi ainda mais pessoal. Ela ingressou no movimento em um período de mudanças e encontrou no grupo acolhimento, amizades e uma maneira de ocupar seu tempo ajudando outras pessoas.
“O LEO mudou minha vida completamente”, resumiu. Segundo ela, a convivência com os demais integrantes e o envolvimento nas atividades trouxeram uma nova perspectiva para sua caminhada.
A proximidade entre os integrantes também é apontada por Kelly como uma das características mais importantes. “Nenhum solta a mão do outro. A gente está ali nos momentos difíceis, nos momentos bons, nas conquistas, às vezes nos perrengues. Mas é isso que fica: as amizades”, relatou.
Para os conselheiros ligados ao Lions, a proposta é orientar sem retirar dos jovens a responsabilidade de conduzir o próprio movimento. Francieli definiu esse trabalho como o desafio de permitir que eles aprendam efetivamente a liderar.
“Eles têm asas e agora nós precisamos ensinar eles a voar. A gente não pode empurrar, induzir. A gente tem que ensinar eles a voar”, explicou.
A participação está aberta a novos interessados. Os jovens podem procurar diretamente o LEO Clube pelas redes sociais para conhecer o funcionamento e avaliar o ingresso. Quem passa a integrar o movimento assume compromissos com reuniões, eventos, campanhas e com a pasta pela qual ficará responsável.
Mais do que aumentar o número de associados, a intenção é reunir jovens dispostos a aprender e colocar parte de seu tempo a serviço da comunidade. Como definiu Pietra, a experiência provoca mudanças que ultrapassam o período de permanência no clube: “O LEO é algo que tu entra de um jeito e sai de outro jeito. Tu entra com um pensamento e sai com outro pensamento. É algo que te transforma, te faz uma pessoa melhor.”





















