
Desde a inauguração do Ecoponto em Ibirubá, em novembro do ano passado, a comunidade tem dado resposta e participado da iniciativa, depositando os materiais no container disponibilizado pela prefeitura em parceria com as engenheiras ambientais Natiela Caponi e Raquel Lorenzoni Camera da Ambiagri que motivaram a iniciativa.
Com uma proposta itinerante e abrangente, o Ecoponto tem se deparado com a complexidade de conscientizar a população sobre a importância do descarte correto de materiais, indo além do tradicional.
Natiela Caponi nos contou detalhes sobre os dois primeiros meses de funcionamento da iniciativa que visa promover o descarte ambientalmente correto de diversos materiais. Natiela destaca que a demanda inicial foi expressiva, especialmente quando o contêiner estava na praça central. No primeiro mês, foram coletadas cerca de 130 lâmpadas e oito bags de material reciclável, incluindo pilhas e baterias. No entanto, ela observa que, no segundo mês, houve uma diminuição na procura por conta do container estar em um bairro do município. Um aspecto interessante destacado por Natiela é a conscientização da população em relação à quantidade de resíduos gerados por habitante. Com uma média de 1 kg por dia, essa informação revela a importância de adotar práticas sustentáveis, considerando o baixo índice nacional de reciclagem, que varia entre 4% e 8,8%.
Raquel Lorenzoni Camera explica que a iniciativa surgiu após 13 anos de envolvimento com questões ambientais em diversos municípios. A inspiração veio da observação da falta de um ponto de coleta para materiais específicos em Ibirubá. Em parceria com a prefeitura, o projeto saiu do papel após um ano de planejamento.
A peculiaridade do Ecoponto de Ibirubá é sua itinerância, permitindo a coleta em diferentes locais do município. No entanto, ela ressalta desafios logísticos, como a necessidade de transporte especializado para o container. Ela expressa a esperança de que a iniciativa seja integrada à educação ambiental nas escolas, envolvendo as crianças no processo.
Materiais aceitos e destinação correta
Natiela esclarece os materiais aceitos no Ecoponto, como pilhas, baterias, óleo de cozinha, garrafas PET, vidro, eletroeletrônicos. Ela lembra da orientação para armazenar corretamente o óleo de cozinha, filtrando-o e acondicionando-o em garrafas PET bem fechadas para evitar vazamentos.
A destinação correta desses materiais varia. O óleo de cozinha, por exemplo, é vendido para outras empresas. O vidro é encaminhado para os catadores locais, enquanto eletroeletrônicos são destinados a empresas especializadas. Natiela ressalta o desafio de gerenciar o contato direto com vidros, buscando soluções para preservar a segurança dos catadores.
Desafios a serem superados
O bate-papo revela que, apesar do êxito inicial, há desafios a serem superados. Entre eles, destaca-se a necessidade de conscientizar a população de forma mais efetiva sobre a importância do Ecoponto. Raquel menciona a busca por parcerias para viabilizar um container exclusivo para vidros, considerando as limitações atuais.
As duas engenheiras destacam a importância de dar o primeiro passo na conscientização ambiental e ressalta a necessidade de integrar o projeto às escolas para criar uma cultura de descarte responsável desde a infância. O desafio do Ecoponto em Ibirubá continua, mas os esforços para promover a sustentabilidade na comunidade são evidentes.
O Ecoponto estava no Bairro Progresso e agora seguiu sua trajetória itinerante se fixando no Bairro Floresta para que a comunidade naquela região possa fazer o descarte de seus resíduos.























