Ibirubá, 22 de Outubro de 2026
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Espaço-Agro Ano Novo, novas preocupações?

Ano Novo, Novas Preocupações? Recém inicia-se um novo ano, um novo ciclo, porém, o produtor rural segue preocupado com todas as variáveis que interferem no dia a dia da produção agropecuária.

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Espaço-Agro Ano Novo,  novas preocupações?
Márcio ÜCKER- CONSULTOR AGRO

Ano Novo, Novas Preocupações?

Recém inicia-se um novo ano, um novo ciclo, porém, o produtor rural segue preocupado com todas as variáveis que interferem no dia a dia da produção agropecuária.

Estimávamos que após vários períodos de seca provocado pelo fenômeno climático La Niña, que trouxe consigo perdas fortíssimas nas lavouras de soja e milho nos últimos dois anos, que poderíamos ser recompensados com uma safra farta no ciclo verão 2023/2024, pois com os excessos de chuva que tivemos desde setembro de 2023, provocados pelo fenômeno climático El Niño, que trouxe quebra da safra inverno 2023.

Porém, não é o que visualizamos nestes primeiros dias do ano de 2024. As lavouras de milho, a que tivemos acesso aos resultados parciais de colheita, indicam uma forte redução no potencial produtivo, justamente pelo excesso de chuva. Alta umidade e baixos índices de luminosidade, causaram grandes perdas nas lavouras do ciclo precoce.

O ataque de pragas, que se proliferaram em função das altas umidades, que juntamente com as altas temperaturas que tivemos em novembro e dezembro de 2023, se tornou agressiva e necessitou de uma destreza e uma assertividade bem maior do produtor, para minimizar o prejuízo destas pragas nas lavouras de milho e soja, inclusive.

As lavouras de soja, apresentam bom desenvolvimento até o momento. Quase que a totalidade das lavouras de soja foram implantadas. Com exceção de algumas área mais úmidas, que dependem de condições de clima mais seco para serem semeadas.

Porém, nestes primeiros dias do ano deste novo ciclo, percebemos que as famosas “chuva de verão” ganharam ênfase, trazendo volumes de chuvas pontualmente elevados e em outras regiões, sua escassez.

O ano de 2023, encerramos com uma precipitação total de 2.781,30 mm de chuva, contra os 1.529,80 de 2022 e os 1.340,50 de 2021. Este quadro antagônico, gerado pelos excessos que mencionamos anteriormente (assunto que iremos melhor explorar nas próximas edições).

O final do mês de janeiro e o mês de fevereiro de 2024, indicam um redução bem significativa nos volumes de chuva em nosso Estado. 

Cenário que traz grande preocupação em todo o setor primário. O endividamento dos produtores Gaúchos, tiveram um enorme salto, devido a estes acúmulos de frustrações de safra e também de redução nos preços de nossas principais commodities.

Reflexo que há alguns meses é sentido em nosso comércio local, com redução nas vendas de bens de consumo e também de serviços.

O preço da nossa principal fonte de renda, do nosso “carro chefe”, a commoditie mais valiosa para o setor primeiro, a soja, reduziu quase 7% em apenas poucos dias. Quadro que traz uma aflição maior ainda aos produtores, pois não vendo um cenário de sustentação destas baixas em função justamente da redução da produção brasileira de grãos, causa um grande pavor.

Seria um ano, uma safra de grãos muito importante para nossos agricultores, que aguardam com isso, dar inicio a um processo de recuperação de perdas, que com certeza para ter sua melhoria plena, necessita de muitos destas safras boas para dar estabilidade novamente no campo e consequentemente, dar sustentação a melhoria financeira também nas cidades.

Custos da dona de casa e dos chefes de família com itens básicos da alimentação nossa de cada dia, torna-se cada vez maior, atrelado a um aumento simplório do mínimo nacional traz uma sombra de um empobrecimento da nossa população. 

Algo precisa ser feito. Localmente conclamamos nossos representantes, sejam eles políticos ou de determinadas categorias econômicas e que juntos, construam uma solução para o desastre em que vivemos. Que estes, não olhem somente para o seu umbigo, ou para o seu próprio bolso. Que olhem para todos e com responsabilidade sobre os recursos que não são destes representantes, mas sim, da população ou de determinada categoria econômica.

            Me despeço por hoje. Um forte abraço a todos a até a próxima.

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