
Após participar da Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o prefeito de Quinze de Novembro avaliou os principais desafios enfrentados pelos municípios em um momento de forte pressão financeira e aumento das demandas da população.
Ser prefeito tem um privilégio, você tem a caneta na mão, só que essa caneta tem um peso. O peso está na responsabilidade de cuidar bem da população e saber gastar os recursos públicos”, afirmou Marcos.
Ele destacou que muitas vezes programas criados pelo governo federal acabam se tornando responsabilidade financeira das prefeituras. “O governo cria programas, mantém por um ou dois anos, depois retira o recurso financeiro e deixa nas mãos dos prefeitos”, disse. Segundo ele, isso compromete principalmente áreas essenciais como saúde e assistência social.
O prefeito também criticou a centralização dos recursos em Brasília e defendeu uma reformulação do pacto federativo. “O novo pacto federativo, que coloca mais dinheiro na mão dos municípios, é a grande saída para o Brasil”, declarou. Para Petri, os prefeitos acabam obrigados a buscar emendas parlamentares para conseguir realizar investimentos básicos. “Nós vamos lá com o potezinho na mão pedir recurso para construir obras e manter serviços”, comentou.
Durante a agenda na capital federal, o prefeito participou de debates sobre financiamento da saúde, atendimento a crianças autistas, securitização das dívidas rurais e distribuição dos royalties. Ele também defendeu maior apoio aos agricultores gaúchos afetados pelas estiagens e enchentes dos últimos anos.
“O município é onde a população procura resposta imediata. Tudo acaba chegando na prefeitura”, concluiu.




















