
Fazer com que um investimento gere renda suficiente para custear novos aportes é uma possibilidade, mas depende de planejamento e da estratégia adotada. Segundo o especialista da Foco Investimentos, Cláudio Nunes, o consórcio pode ser utilizado como ferramenta para construção de patrimônio quando o investidor define objetivos claros e conta com orientação adequada.
"O consórcio, na teoria, é um produto voltado para consumo. Porém, se o cliente utiliza da maneira correta, ele se transforma em um investimento", afirma.
Entre as alternativas apontadas pelo especialista está a aquisição de imóveis destinados à locação. Conforme Nunes, a escolha da localização e do modelo de aluguel influencia diretamente na rentabilidade. "Quando a operação é bem estruturada, o imóvel pode ajudar a pagar a parcela do consórcio e ainda gerar recursos para novos investimentos", explica.
Outra estratégia é a negociação de cartas de crédito contempladas, permitindo ao investidor obter capital para reinvestir em novas operações. No entanto, ele reforça que não existe garantia de contemplação em prazo determinado. "Se alguém promete contemplação em uma data específica, é preciso desconfiar. O consórcio tem regras próprias e depende da dinâmica de cada grupo", ressalta.
Para Cláudio Nunes, o maior erro é adiar o início do planejamento financeiro. "O melhor momento para começar um investimento foi há cinco anos. O segundo melhor momento é hoje. O tempo é o maior aliado de quem investe", conclui.





















