
A Polícia Civil de Ibirubá segue trabalhando em conjunto com as delegacias de Passo Fundo e Carazinho, além da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), para identificar e prender os responsáveis por essa onda de furtos. Enquanto isso, a recomendação é que os proprietários redobrem os cuidados com seus veículos e adotem medidas extras de segurança.
A Polícia Civil de Ibirubá está investigando uma série de furtos de caminhonetes Toyota Hilux e SW4 na região. Na madrugada do dia 26 de março, mais um caso foi registrado no município, com o veículo sendo levado da Rua Getúlio Vargas, no centro da cidade. O delegado Márcio Marodin explicou que as câmeras de segurança flagraram a ação criminosa e destacou que há uma tendência de aumento desse tipo de crime na região. “Conforme é de conhecimento, tivemos o furto de uma caminhonete Hilux aqui no centro de Ibirubá. Verificamos, através das câmeras de segurança, a ação do indivíduo que levou o veículo. A Polícia Civil tem informações de que há uma preferência de bandidos por esse modelo da Toyota em nossa região. Só neste mês de março, casos semelhantes ocorreram em Carazinho e Passo Fundo”, afirmou o delegado.
Segundo Marodin, os criminosos utilizam um dispositivo eletrônico capaz de desbloquear as travas e a ignição desses veículos, facilitando o furto. “O que pedimos aos proprietários é que tenham um cuidado extra com esse tipo de veículo, principalmente à noite. Recomendamos que as caminhonetes sejam guardadas em garagens e não fiquem expostas nas vias públicas”, alertou.
O delegado também enfatizou que Ibirubá não costumava ser alvo desse tipo de crime e que, até então, a cidade estava há algum tempo sem registros de furtos de veículos. “Infelizmente, nos últimos dias tivemos dois casos de caminhonetes Toyota Hilux furtadas. As análises das imagens das câmeras indicam que os indivíduos utilizaram esse dispositivo eletrônico, que já é conhecido pela Polícia Civil”, ressaltou.
Criminosos se aproveitam de brechas na legislação
Além da preocupação com o aumento dos furtos, o delegado Márcio Marodin apontou um grande desafio enfrentado pelas forças de segurança: a facilidade com que os criminosos são soltos após serem flagrados com veículos roubados.
“Em muitos casos, esses furtos são enfrentados praticamente diariamente pelas forças de segurança. O problema é que há uma brecha na legislação, onde, quando os criminosos são apanhados com esses veículos, eles respondem pelo crime de receptação e rapidamente são liberados pela Justiça”, lamentou o delegado.
Para tentar reverter esse cenário, a Polícia Civil trabalha para enquadrar os envolvidos em crimes mais graves. “Estamos fazendo uma investigação aprofundada para identificar não só os autores dos furtos, mas também os receptadores. Queremos enquadrá-los em outros crimes, como organização criminosa, porque sabemos que esses veículos são direcionados para países vizinhos, principalmente o Paraguai, onde acabam sendo usados em outros delitos”, explicou.
O delegado destacou ainda que os criminosos reincidentes seguem um ciclo vicioso: “Uma rápida pesquisa mostra que os indivíduos flagrados furtando caminhonetes foram liberados praticamente no mesmo dia. Isso gera um efeito de porta giratória nos presídios: eles entram, saem, obtêm novamente os desbloqueadores e voltam a cometer os mesmos crimes”, relatou.