07 de Agosto, 2026 09h08mCultura por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Patrícia Affonso destaca avanços das políticas culturais no país

Representante do Ministério da Cultura apresentou oportunidades de fomento e defendeu a cultura como instrumento de desenvolvimento.

A consolidação de políticas públicas permanentes para a cultura, a descentralização dos investimentos e a valorização dos artistas locais foram os principais temas abordados pela coordenadora substituta do Escritório Estadual do Ministério da Cultura no Rio Grande do Sul, Patrícia Affonso, durante visita à região do Alto Jacuí. Em entrevista, ela apresentou os avanços alcançados nos últimos anos e explicou como os municípios podem ampliar o acesso aos recursos destinados ao setor cultural.
Segundo Patrícia, a criação dos escritórios estaduais aproximou o Ministério da Cultura das comunidades e fortaleceu o diálogo com gestores, artistas e produtores culturais. "A ideia é justamente que o Ministério não fique distante, em Brasília. Precisamos estar nos territórios para entender a realidade de cada município e acompanhar como essas políticas estão transformando a vida das pessoas", afirmou.
Ela ressaltou que a Política Nacional Aldir Blanc representa um novo momento para o setor por garantir o repasse direto de recursos aos estados e municípios.

"Hoje os municípios recebem os recursos e definem, junto com seus conselhos e com a comunidade cultural, como eles serão aplicados. Isso democratiza o acesso e fortalece quem produz cultura localmente", destacou.

Patrícia também enfatizou que a cultura precisa ser compreendida como atividade econômica e geradora de emprego e renda. "O Brasil possui hoje um dos maiores setores econômicos ligados à cultura. Não estamos falando apenas de eventos, mas de artesãos, escritores, músicos, produtores, grupos culturais e tantos outros trabalhadores que movimentam a economia e preservam nossa identidade."
Outro ponto reforçado pela representante do Ministério foi a necessidade de manter bibliotecas, museus e espaços culturais ativos e integrados à comunidade. "Esses locais precisam ser vivos, promover encontros, rodas de conversa, contação de histórias e aproximar a população da sua própria memória e patrimônio", observou.
Ao final da entrevista, Patrícia defendeu que a continuidade das políticas culturais depende da consolidação de legislações permanentes. "Precisamos fortalecer o Sistema Nacional de Cultura e garantir orçamento para que essas políticas continuem independentemente dos governos. A cultura é um direito da população e deve permanecer como política de Estado", concluiu.

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