09 de Março, 2026 14h03mAniversário Ibirubá por JORNALISTA CRISTIANO LOPES

Moradia e pavimentação concentram pacote de R$ 17 milhões de investimentos em Ibirubá

Administração municipal aposta em recursos próprios, programas habitacionais e emendas parlamentares para ampliar investimentos urbanos.

Com R$ 17 milhões em investimentos em habitação e infraestrutura, Ibirubá se prepara para um novo momento econômico e social

A Prefeita Jaqueline Brignoni Winsch (PL) apresentou o que classifica como o "maior pacote habitacional das últimas décadas", ancorado em uma engenharia financeira que combina recursos próprios e captação externa, durante entrevista a Redação Integrada. O principal projeto da atual agenda de investimentos é o Loteamento Renascer, estimado em cerca de R$ 12 milhões. A prefeitura já prevê a aplicação imediata de R$ 1 milhão do caixa municipal para a infraestrutura inicial, incluindo redes de esgoto, drenagem pluvial e iluminação pública.
Ao todo, o loteamento deve contemplar 60 unidades habitacionais. Dessas, 40 serão viabilizadas por meio do programa estadual A Casa é Sua, voltado à retirada de famílias que vivem em áreas consideradas de risco, como margens de rios e encostas. Outras 20 moradias serão destinadas à Faixa 1 do programa Minha Casa Minha Vida. Mesmo com o avanço do projeto, a demanda habitacional ainda preocupa a administração municipal. Atualmente, mais de 150 famílias estão cadastradas na fila de espera por moradia. Segundo a prefeita, o loteamento representa um passo importante para enfrentar o déficit habitacional histórico do município. “É um projeto estruturante. Estamos investindo na base da infraestrutura para garantir que essas famílias tenham condições dignas de moradia”, destacou.

Obras e investimentos 
Na área de infraestrutura urbana, a prefeitura também projeta investimentos significativos na malha viária. As obras nas ruas Aloísio Muller e 3 de Outubro somam aproximadamente R$ 5 milhões, com recursos provenientes do tesouro municipal e de emendas parlamentares. A estratégia, conforme explicou a prefeita, busca reduzir a dependência de financiamentos bancários, prática adotada em gestões anteriores. “Estamos priorizando obras com recursos próprios e emendas, evitando novos endividamentos para o município”, afirmou.

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Mobilidade urbana
Além das melhorias no pavimento, a administração municipal também está alterando o modelo de organização do trânsito em alguns pontos da cidade. As ações incluem a retirada de semáforos e a implantação de faixas elevadas e rótulas, priorizando o fluxo contínuo.
Um dos exemplos é a retirada definitiva da sinaleira da rua Mauá, medida que já gera debate entre motoristas e comerciantes. A prefeitura, no entanto, sustenta que estudos técnicos indicam maior segurança viária com esse modelo. “Em cruzamentos críticos, como os da General Osório, as faixas elevadas melhoram a acessibilidade para idosos e pedestres  reduzindo acidentes graves”, explicou a prefeita.
Outro desafio da administração municipal está na manutenção das áreas públicas. Atualmente, cerca de 80 áreas verdes institucionais estão sob responsabilidade da prefeitura. A frequência das chuvas e o quadro limitado de servidores têm dificultado a manutenção regular desses espaços. Como alternativa, o governo municipal estuda a criação de coordenadorias regionais por bairros, com o objetivo de descentralizar a gestão da zeladoria urbana sem comprometer os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Abrigo temporário 
Outro ponto ainda indefinido é o Centro de Acolhimento Regional de Crianças, cuja obra está em fase final com recursos da Consulta Popular. O custo mensal de manutenção, estimado entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, preocupa o município. A prefeita defende que a gestão do espaço seja compartilhada com o Estado ou com os municípios da Associação dos Municípios do Alto Jacuí (AMAJA). “Ibirubá cedeu o terreno e viabilizou a obra, mas não temos condições de assumir sozinhos um serviço de média e alta complexidade regional”, afirmou.
Com isso, o início de 2026 se apresenta como um período de equilíbrio para a gestão municipal: enquanto o poder público amplia investimentos com recursos próprios, o desempenho econômico da cidade segue fortemente condicionado ao comportamento do agronegócio.

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